A pequena imagem de um cadeado no canto dos navegadores não pode mais indicar certamente que uma conexão é segura. É o que mostrou uma nova pesquisa divulgada nesta terça-feira (30) no congresso de tecnologia 25C3, em Berlim.
Com testes, um time de pesquisadores do Centrum Wiskunde & Informatica (CWI), da Califórnia, e da Eindhoven University of Technology, da Holanda, conseguiu quebrar a segurança de um site confiável usando uma rede conectada de 200 consoles do videogame PlayStation 3.
Com o equipamento, eles demonstraram que é possível enganar o navegador caso o site use um antigo algoritmo de criptografia, chamado MD5. Ele é usado para embaralhar o conteúdo de uma mensagem --como uma senha, por exemplo-- antes de enviá-la, para que somente o destinatário possa lê-la.
Quando um usuário visita um site cujo endereço começa com "https", geralmente vê um cadeado fechado no canto do navegador, que indica que o site emprega um certificado digital lançado por uma autoridade confiável que opera na rede. O navegador verifica o certificado, usando algum algoritmo, incluindo, em alguns sites, o MD5.
Foi em um site usando este algoritmo que os pesquisadores conseguiram driblar a segurança. O procedimento, no entanto, durou três dias para ser completado, até que pudessem identificar o conteúdo da mensagem enviada em teste.
Se fosse usado apenas um computador normal, a tática usada poderia demorar cerca de 30 anos para alcançar o mesmo resultado, gerando dois falsos certificados.
Para muitos especialistas, mesmo que a quebra realizada pelos pesquisadores seja bastante difícil de conseguir, os resultados do teste --mostrados no congresso da 25C3 em Berlim-- podem contribuir para que as conexões fiquem mais seguras.
Grandes empresas que desenvolvem navegadores, como a Microsoft e a Mozilla, por exemplo, já foram informadas da vulnerabilidade dos sistemas de criptografia que usam o MD5. Com isso, elas podem adaptar seus programas para indicar sites que usam o algoritmo vulnerável.
Um dos objetivos da pesquisa foi justamente alertar as autoridades que expedem os certificados para que não usem mais o sistema antigo e migrem para outros algoritmos alternativos e mais modernos, como o SHA-2.
Fonte: Folha Online
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Nokia mistura teclado padrão e tela sensível ao toque em concorrente para o iPhone

A Nokia, maior fabricante de celulares do mundo, apresentou nesta terça-feira (2) o celular N97, novo modelo da linha N-series, uma das grandes concorrentes do iPhone. O aparelho tem tela sensível ao toque, atrativo já presente no rival produzido pela Apple, e teclado em formato QWERTY (tradicional).
"Isso é realmente o começo da nova linha N-series, o início de uma nova onda", afirma Jonas Geust, vice-presidente da unidade de aparelhos da Nokia. "O que seria dos dias atuais sem o toque? Aparelhos sensíveis ao toque serão muito importantes. Os teclados Qwerty também serão importantes."
No mês passado, a empresa começou a vender no Brasil o modelo mais recente da linha N-series, o Nokia N96, a um preço sugerido de R$ 2.399.
O N97 tem tela de 3,5 polegadas, câmera de 5 Megapixels e 32 Gbytes de memória, extensíveis para 48 Gbytes com uso de cartão externo.
Possui também sistema de GPS e conexão à internet pelo sistema HSDPA (High Speed Downlink Packet Acess), também conhecida como 3,5G, que propicia maior velocidade que a já rápida rede 3G. É possível também acessar a rede pelo sistema WLAN (rede local sem fio).
Segundo a empresa, a expectativa é que o preço do N97 chegue ao mercado em junho do ano que vem, custando 550 euros (R$ 1.600), sem contar impostos ou subsídios.
A batalha no segmento de smartphones se intensificou desde o lançamento do iPhone, no ano passado, mas a competição se torna mais importante à medida que as vendas desses aparelhos foram menos atingidas pela atual crise econômica.
A Nokia foi a última grande fabricante de celular a apresentar modelos com tela sensível ao toque, setor em que fabricantes como LG e Samsung já tinham "marcado território" há cerca de dois anos. A empresa finlandesa começou a vender seu modelo no mês passado e prometeu implementar o recurso em outros itens de suas linhas.
A empresa continua a ser líder global nas vendas de smartphones, mas vendeu menos unidades desses aparelhos no terceiro trimestre deste ano do que havia vendido no período de 2007, perdendo terreno para Apple e a RIM, fabricante do Blackberry.
Fonte: Folha Online
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Cientistas usam laser para criptografar informações

A dinâmica caótica e ruidosa do laser pode ser utilizada para criar geradores de alta velocidade de números aleatórios, úteis para criptografar informações, segundo um artigo publicado pela revista científica britânica "Nature Photonics".
Os números aleatórios gerados desse modo seriam imprevisíveis, irreproduzíveis e não teriam qualquer viés estatístico, para garantir a confidencialidade dos dados criptografados. Um gerador de números aleatórios seria útil para muitas operações da vida cotidiana, como na criptografia de e-mails e das transações por meio da internet.
Tentativas anteriores produziram números "pseudo-aleatórios", gerados a grande velocidade, mas vulneráveis ao prognóstico. No caso de ter sido alcançada total aleatoriedade, a geração foi lenta demais.
Agora, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Saitama (Japão) liderada por Atsushi Uchida obteve um eficaz gerador de seqüências de bits aleatórios utilizando as qualidades negativas atribuídas aos raios: o ruído e o caos.
Os cientistas dizem que esta descoberta melhora a segurança na criptografia de informação pública e a velocidade de geração segura em futuros sistemas de criptografia quântica. Mas também poderia ser utilizada em outros tipos de aplicações, que incluem computação na medicina nuclear e a química computacional.
A partir da ótica flutuante de dois raios de dinâmica caótica, os pesquisadores conseguiram um gerador que cria seqüências aleatórias de bits a uma velocidade de 1,7 GB por segundo.
Esta velocidade é superior às conseguidas antes por outros mecanismos geradores de aleatoriedade.
Fonte: Folha Online
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Nova proteína fluorescente surge como aposta tecnológica

Pesquisadores alemães, ingleses e franceses criaram uma proteína que pode ser "acesa" e "apagada" em diferentes cores, com fins medicinais e também para a informática, com a perspectiva de aumentar de forma considerável a memória dos computadores.
Essa proteína fluorescente, batizada de Iris-FP, é derivada de uma outra proteína, a GFP, cujos criadores foram laureados no mês passado com o Nobel de Química.
A GFP, de cor verde, foi modificada geneticamente por um dos três vencedores do Nobel, o norte-americano Roger Tsien, que a produziu de todas as cores do arco-íris.
A Iris-FP, cuja arquitetura é descrita pelos pesquisadores nesta semana no periódico norte-americano "Proceedings of the National Academy of Sciences", é capaz de "mudar de cor de maneira controlada" e de ser não apenas "ligada", mas também "desligada" por comando, graças ao uso de um laser.
Esses resultados trazem novas perspectivas em nanoscopia, uma técnica de microscopia que permite a observação de objetos da ordem de um bilionésimo de metro, de acordo com nota divulgada pelo Comissariado de Energia Atômica.
Para estudar, por exemplo, um tumor canceroso, duas proteínas, uma fluorescente e a outra de cunho médico, são coladas uma na outra: a fluorescente permite acompanhar o trajeto e o movimento progressivo de transformação da de interesse médico.
Na informática, a Iris-FP permite desenvolver memórias em volumes bem menores, mas com melhor desempenho, fazendo com que minúsculos cristais mudem de cor. Essa mudança de cor corresponde a uma operação.
Fonte: Folha Online
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Japão terá celular com impressora de fotos integrada

Os consumidores de tecnologia japoneses deverão ter até o fim deste mês a opção por comprar um celular que tira fotos e as imprime imediatamente, sem a necessidade de uma impressora externa. A marca Tomy lançará no país o celular xiao TIP-521, que conta com câmera de 5 megapixels e imprime fotos coloridas --de 5 cm x 7,5 cm-- em até um minuto.
Segundo a empresa, a xiao é o primeiro celular que permite capturar, visualizar e imprimir as imagens digitais imediatamente. Além disso, o celular pode imprimir imagens recebidas de outros aparelhos.
A impressora que acompanha o celular é uma Zink, que gera imagens resistentes à água. O xiao TIP-521 conta com display de LCD de 2,48 polegadas, 16 Mbytes de memória interna e slot para cartão de memória,
A empresa ainda não divulgou por quanto será vendido o aparelho nem quando deverá ser lançado fora do Japão.
Fonte: Folha Online
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