sábado, 18 de abril de 2009

Suítes avaliadas oferecem alta taxa de detecção de vírus


Não existe um pacote de segurança perfeito, que seja o melhor em todas as áreas, e cada pessoa tem as suas prioridades. Por isso, para decidir qual programa instalar, você deve cruzar os prós e contras de cada um com os itens que julga mais e menos importantes.

Algumas caraterísticas, porém, são fundamentais no processo de escolha. Uma delas é a taxa de detecção de malware. Todas as suítes avaliadas nos testes publicados nesta edição vêm com bons antivírus.

Considerando os resultados dos últimos testes publicados pelos laboratórios AV-Comparatives e AV-Test, o grande destaque é o Norton Internet Security, da Symantec. É arriscado, porém, cravá-lo como o melhor antivírus dentre os testados, pois essas avaliações são retratos de desempenho tirados em épocas e condições determinadas.

Quando o assunto é proteção proativa, porém, cabe um destaque: o software da Eset. O antivírus é muito elogiado por sua capacidade de detecção de malware ainda não cadastrados na sua biblioteca.

Outro fator importante é o impacto de cada programa no desempenho do micro, e a Symantec sabe muito bem disso. Durante anos, seus aplicativos deixavam o sistema absurdamente lento. Por isso, até hoje muitos olham torto para a linha Norton.

Bobagem. Entre as soluções testadas pela Folha, o Norton e o Eset Smart Security foram os que menos prejudicaram a performance do sistema --e o software da Symantec tem a vantagem de oferecer mais recursos. Kaspersky e Panda também se mostraram bem leves.

Fonte: Folha Online

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Proteja dados privados com senha


Em 2005, Maria da Graça Mello levou seu notebook para conserto em uma loja de informática em Cachoeira do Sul (RS), sua cidade natal.

Armazenadas na máquina estavam fotos íntimas suas, tiradas por seu então namorado.

Os técnicos responsáveis pela manutenção, que eram menores de idade, descobriram as imagens e fizeram cópias delas, distribuindo-as entre amigos. Em poucos dias, as fotos começaram a circular intensamente na internet.

Formada em direito e, à época, funcionária de uma agência bancária, Graça Mello ficou transtornada com a história. Mais tarde, porém, decidiu investir na carreira de modelo --posou para o site ClicRBS e para a revista "VIP".

Procurada pela Folha, ela preferiu não comentar o caso.

Prevenção

Uma maneira de tentar evitar problemas semelhantes é usar programas que permitem proteger determinadas pastas ou arquivos com senha.

Uma opção gratuita para Windows é o AxCrypt (www.axantum.com/axcrypt). O programa é integrado ao Explorer, o gerenciador de arquivos do Windows.

Depois de instalá-lo, localize as pastas ou os arquivos que quer proteger. Clique neles com o botão direito do mouse e passe o mouse sobre o menu AxCrypt. Clicando em Encrypt, você define a senha que será necessária para ter acesso a esse conteúdo.

Certifique-se de criar uma palavra-chave complexa, que misture números, caracteres especiais e letras maiúsculas e minúsculas.

Alternativas

Outras alternativas gratuitas de softwares para proteger arquivos e pastas com senha no Windows são o dsCrypt (tinyurl.com/dscrypt) e o True-Crypt (www.truecrypt.org).

Fonte: Folha Online

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Internautas baixam "Wolverine", mas dizem que vão ao cinema



Na quarta-feira passada, enquanto o FBI começava a investigar o vazamento de uma cópia de "X-Men Origens: Wolverine" na internet, a pedido do estúdio Fox, o filme já era baixado por milhares de pessoas mundo afora. Inclusive no Brasil, é claro.

No dia seguinte, as legendas em português já estavam disponíveis. E, na sexta, o filme, que custou dezenas de milhões de dólares, já era encontrado na rua 25 de Março, famosa pela venda de produtos piratas na capital paulista, por R$ 5.

O Folhateen conversou com fãs do personagem para saber o que eles acharam do vazamento. Alguns fizeram o download do filme, mas não o assistiram. Estranho? "Baixei por curiosidade. Mas vou excluir, porque é isso que faz os filmes perderem bilheteria", disse R. B., 21.

Outros apontaram motivos menos ideológicos para baixar e não assistir à cópia pirata. "Só olhei por cima e apaguei, porque não vale a pena ver um filme desse sem estar finalizado", diz D. E., 22, de Fortaleza, lembrando que a maioria dos efeitos especiais não estão prontos na versão que vazou.

E ainda tem o grupo dos que baixaram e assistiram até o final, é claro. "Assisti ao filme. É empolgante e cheio de surpresas do começo ao fim. Só aguardo, agora, para ver finalizado na telona", diz D.R., 23.

Pois é, até quem assistiu diz que vai ver de novo no cinema. Para o jornalista inglês Matt Mason, autor do livro "The Pirate's Dilema" (o dilema do pirata, sem edição no Brasil), o motivo é simples. "Os piratas não podem competir com a experiência de ver um filme na sala escura", diz.

Mason acha que a pirataria não deve atrapalhar o filme de Wolverine. Ao contrário. "Pode ser até que ela melhore a bilheteria." Ele lembra que, no ano passado, "Batman - O Cavaleiro das Trevas" foi pirateado uma semana antes do lançamento e, ainda assim, faturou mais de um bilhão de dólares - maior bilheteria de 2008.

Pirataria marqueteira

A experiência deve ser uma boa amostra do efeito da pirataria para a indústria cinematográfica mundial. No Brasil, isso já aconteceu com "Tropa de Elite", de José Padilha, em 2007. Apesar de uma cópia ter chegado aos camelôs três meses antes do lançamento previsto --que acabou antecipado em um mês--, o longa tornou-se o filme brasileiro de maior bilheteria naquele ano.

Na época, Padilha declarou que, se não fosse a pirataria, o resultado teria sido melhor ainda. Mas é impossível saber se isso é verdade, já que o boca a boca gerado pela versão pirata acabou se tornando uma poderosa propaganda do filme.

Para Mason, a pirataria ajuda a divulgar os filmes sem ameaçar as bilheterias, porque o público reconhece a experiência diferenciada que é ir ao cinema.

"Hollywood sabe disso e está experimentando outras coisas que os piratas não podem replicar, como as salas Imax e 3D. O truque é criar experiências melhores. Fizeram isso quando surgiu a TV, depois quando surgiu o vídeo. Os piratas não vão matar a indústria, apenas torná-la mais forte", diz.

Logo, Wolverine pode relaxar e guardar suas garras para outra briga, porque os piratas não vão incomodar.

Fonte: Folha Online

terça-feira, 31 de março de 2009

Ameaça de ataque a milhões de computadores deixa usuários em alerta

O vírus Conficker, que já atacou milhões de computadores em todo o mundo, está programado para se manifestar em escala mundial com ainda mais força nesta quarta-feira (1º de abril), segundo informações de especialistas em segurança na internet.

Além de "roubar" dados dos computadores que invade, o vírus pode bloquear palavras-chave, o que impossibilita a visita a vários sites na internet, entre eles o da Microsoft. O que torna o vírus tão poderoso em sua forma de "contaminar" é o fato de ele também se espalhar por meio de memórias externas USB, como as utilizadas em pendrives, câmeras, iPods e MP3, entre outros. A especialidade do vírus é descobrir e "roubar" contrassenhas.
O vírus também se dissemina a partir de uma "botnet" (rede de computadores infectados que passam a "trabalhar" para os piratas virtuais).

Como a data é conhecida como dia da mentira ("dia dos bobos" nos EUA), muitos internautas já veem as dezenas de alertas como mais um alarme falso, um "hoax" (como são conhecidos os boatos virtuais).

Hoje, o Conficker está programado para tomar o controle de 250 sites por dia. Na quarta-feira, aumentaria sua força para chegar a 50 mil páginas diárias, o que pode tornar ainda mais difícil localizar o ataque, segundo Mikko Hyponen, da empresa F-Secure, especializada em segurança virtual.

As páginas são geradas para que o vírus possa, a partir delas, agir em máquinas infectadas por meio de códigos maliciosos ou até mesmo a destruição de arquivos. Estima-se que o Conficker já tenha infectado mais de 12 milhões de computadores.

A gigante norte-americana do software Microsoft prometeu uma recompensa de US$ 250 mil para quem conseguir identificar os criadores do vírus, conhecido também como DownAdUP.

A companhia modificou seu antivírus Malicious Software Removal Tool, que pode ser baixado de graça, para detectar e destruir o Conficker, mas "continua buscando novas maneiras de neutralizar a ameaça do Conficker para dar a seus clientes mais tempo para colocar em dia seus sistemas", diz um dos encarregados de segurança da empresa, Christopher Budd.

"O vírus é programado para se fortalecer nesta quarta-feira, tornando mais complicados os meios para combatê-lo", explicou o pesquisador Paul Ferguson, especialista em ameaças virtuais da Trend Micro, empresa de segurança virtual. "No entanto, não há nada que permita saber se ele passará para um modo de ataque", acrescenta.

Fonte: Folha Online

quinta-feira, 19 de março de 2009

Marcelo Tas firma acordo com a Telefônica para divulgar serviço no Twitter


O diário norte-americano "The Wall Street Journal" acendeu uma polêmica na internet brasileira nesta quinta-feira (19), ao publicar uma reportagem afirmando que, graças à popularidade do apresentador Marcelo Tas na internet, ele teria sido contratado pela Telefônica. O jornalista vai divulgar em seu Twitter o Xtreme, serviço da empresa espanhola que oferece TV fechada, internet e telefone por fibra óptica.

À Folha Online, o âncora do "CQC" confirmou o contrato firmado com a companhia. Segundo ele, embora o título da reportagem ("No Brasil, Telefônica aposta em 'twittadas' de celebridades", em tradução) sugira que ele irá fazer "lobby" da empresa, o conteúdo apresentado está correto.

"Há um contrato para divulgação do Xtreme, serviço de banda larga que acho ótimo. Inicialmente, fiz comerciais de vídeo que circularão apenas na internet. O Twitter será usado para indicação de filmes, palestras, com a 'tag' [palavra-chave] identificadora do serviço. Não haverá elogios à Telefônica, serão postagens de minha autoria, sem qualquer ingerência da empresa sobre o que eu escrever, com total transparência", afirmou Tas, cuja página do Twitter é acompanhada por mais de 18 mil internautas.

A reportagem do "The Wall Street Journal" teve grande repercussão no universo do microblog. Algumas pessoas que leem o que escreve Tas (os chamados "seguidores") chegaram a ameaçar deixar de acompanhar sua página.

No Brasil, a Telefônica é campeã de reclamações no Procon. Não é difícil encontrar "twittadas" (como são chamados os posts do site) de clientes da empresa reclamando a respeito dos serviços. Procurada pela reportagem, a empresa não se manifestou.

"Caipira"

A reportagem do jornal norte-americano destaca que Tas já começou a escrever sobre o serviço, o que teria ocorrido sem um alerta aos seus "seguidores" sobre o contrato. "O encontro Xtreme foi divertido, informativo e cheio de insights. (...) Adorei!", 'twittou' Tas há oito dias.

Sobre isso, o jornalista diz que se referiu ao encontro no qual o serviço da Telefônica foi apresentado a uma plateia de blogueiros, no dia 10 de março. "Havia diversas pessoas da blogosfera lá e rolou uma espécie de entrevista coletiva a respeito", diz.

O apresentador afirmou não estar preocupado com o vínculo que possa surgir entre seu nome e um produto da Telefônica. "Não posso fazer nada. Acredito nos produtos que anuncio, e o X-treme é um ótimo serviço. Não tenho nada a ver com a administração da Telefônica."

"Não fiz nada ilegal, nada venal, pelo contrário, acho que banda larga deveria ser colocada na lista necessidade básica do Brasil", afirma. Tas disse que chegou a conversar com pessoas dentro da Telefônica sobre as deficiências do serviço.

"Não tenho o que esconder, é tranquilo falar sobre isso. Mas tenho dois sentimerntos antagônicos: mostrar o interesse e atenção dos internautas e da mídia, é uma novidade relevante, bem capturada pelo "WSJ". O outro é o de que senti a reação caipira de algumas pessoas em ver isso como algo venal, de que estou vendendo um serviço."

Fonte: Folha Online