domingo, 17 de outubro de 2010

Brasil é país que paga mais caro por internet móvel entre países emergentes

O custo de dados para celular no Brasil é o mais alto entre os países em desenvolvimento, segundo mostra um estudo da Organização das Nações Unidas divulgado nesta sexta-feira (15), com informações compiladas pela Nokia Siemens.

De acordo com o levantamento, que cita dados de 2009, apenas no Brasil e no Zimbábue o preço médio do pacote de dados mensal passa dos US$ 120, o que deixa o país atrás de nações como Congo, Haiti e Bangladesh, país que tem o menor custo entre 78 listados no relatório. A média do preço mundial é de US$ 46,54 por mês.

O relatório da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) chegou ao preço médio considerando o custo total de propriedade de um pacote de tráfego de 2,1 Mbytes de dados por mês.

"Existe uma grande variação, com alguns países oferecendo por menos de US$ 20 por mês e outros por mais de US$ 100", afirma o documento.

Os números fazem parte de um estudo global sobre como o uso de tecnologia da informação pode contribuir no combate a pobreza no mundo. Segundo a UNCTAD, as autoridades nos países em desenvolvimento deveriam dar mais importância ao setor de tecnologia da informação e comunicação na estratégia de redução da pobreza.

A entidade aponta que mais benefícios podem ser colhidos se for estimulada a criação de empresas de pequena escala com ajuda do governo.

"Microempresas estão crescendo rapidamente em países de baixa renda e podem oferecer emprego de valor real à população com menos recursos e educação. Essas atividades incluem uso de aparelhos e reparos, manutenção de computadores pessoais e gerenciamento de LAN houses", explica o estudo.

Contudo, a organização lembra que poucos países em desenvolvimento estão envolvidos na fabricação e criação de serviços para a área.

"As exportações de bens de tecnologia estão geograficamente muito concentradas. Na China, de longe o maior exportador do ramo, houve contribuição significativa da produção para a renda dos mais pobres."

Fonte: Folha Online

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Operadora GVT é acusada de concorrência desleal e autuada por diversos Estados

Secretarias da Fazenda de diversos Estados multaram a GVT por supostamente não recolher devidamente o ICMS dos serviços de comunicação de dados, como internet em banda larga, prestados a clientes residenciais e corporativos.

Em seu balanço, a operadora declara autuações de R$ 109 milhões que estão sendo contestadas na Justiça. A GVT afirma que a forma como recolhe o ICMS tem respaldo legal.

CVM acusa Vivendi de fraude na compra da GVT
Existem autuações no Paraná, em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso e no Distrito Federal.

A Fazenda de São Paulo diz que está monitorando todas as empresas do setor.

Pela legislação tributária, cada Estado define sua alíquota de ICMS para os serviços de telecomunicação.

Nas notas fiscais de clientes residenciais e corporativos da GVT a que a Folha teve acesso, a companhia fatia o preço do serviço.

Uma pequena parte (que varia entre 10% e 30%) é discriminada como serviço de comunicação (internet em banda larga, por exemplo). Sobre esse valor, a operadora recolhe ICMS. Em geral, a alíquota é de 25%.

A maior parte (entre 70% e 90%), a GVT afirma ser aluguel de infraestrutura (modem ou outro equipamento usado na prestação do serviço). E sobre aluguel não há cobrança de ICMS, nem de ISS (Imposto Sobre Serviços).

Dessa forma, a maior parte das receitas escaparia do imposto, indo direto para o caixa. A GVT reduziria então sua carga tributária de 40%, média do setor, para cerca de 16%, segundo cálculos de tributaristas consultados.

CONCORRÊNCIA DESLEAL

As demais concorrentes recolhem ICMS sobre o custo total do serviço porque não fatiam a receita. O fatiamento é uma prática considerada irregular pela Fazenda de todos os Estados.

O consenso entre eles foi obtido em 2006, após autuações contra a Embratel. Entre 2000 e 2001, a companhia inaugurou a prática de fatiamento de receitas para escapar do imposto.

Especula-se que ela tenha deixado de recolher cerca de R$ 5 bilhões em ICMS naquela ocasião. Foi multada e, em 2006, todas as secretarias firmaram um convênio anistiando infrações. Com isso, sua dívida foi reduzida para cerca de R$ 700 milhões.

OUTRO LADO

A GVT afirma que pratica o fatiamento da receita porque está juridicamente fundamentada por advogados tributaristas. Para a companhia, as acusações das concessionárias ocorrem porque elas não estão acostumadas à competição.

Segundo Gustavo Gachineiro, vice-presidente jurídico da GVT, o ICMS só incide nos serviços de comunicação ponta a ponta. "Fica fora [do cálculo] o uso dos equipamentos para estabelecer essa conexão entre elas [a empresa e o cliente]", diz.

"Entendemos que não existe consenso sobre essa interpretação da legislação e decidimos levar essa discussão adiante."

Gachineiro confirma as autuações, que ocorreram porque existe consenso entre as secretarias da Fazenda.

Mas, ainda segundo ele, no Distrito Federal e em Santa Catarina a Justiça deu parecer favorável à GVT.

Fonte: Folha Online

domingo, 22 de agosto de 2010

Famosos e políticos conversam com fãs e viram alvo de piada no Twitcam

"Mores?", pergunta no Twitter o fenômeno teen Fiuk. O neologismo, uma contração de "amores", é a forma como ele se refere às fãs e a senha para anunciar que acaba de começar uma de suas sessões no Twitcam.

No último domingo, a cantora e atriz mexicana Thalia conversava com fãs no Twitcam enquanto seu marido, Tony Motolla, passava atrás dela de regata e bermuda.

Em maio, a cantora Perlla dançou funk com uma amiga no Twitcam -trechos da transmissão sobrevivem hoje no YouTube.

Neste mês, o jogador Felipe Melo ignorou as ofensas de torcedores infelizes com sua atuação na Copa do Mundo e conversou com tuiteiros no site.

Alguns políticos também aderiram à onda. O ex-governador do Paraná Roberto Requião (PMDB) é um ávido usuário do Twitcam. Em 26 de junho, acabou mandando um abraço para um certo "Tomás Turbando" a pedido de um pândego seguidor.

Fonte: Folha Online

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Emergentes vão impulsionar mercado de serviços de celular até 2014, diz relatório

Um relatório de uma consultoria de telecomunicações afirma que os países emergentes serão o motor do crescimento do setor de serviços de valor agregado em telefonia móvel pelos próximos quatro anos.

Serviços de valor agregado são todos aqueles disponíveis no telefone que não sejam as ligações em si. De acordo com a consultoria Informa Telecom & Media, as economias emergentes farão com que a receita global desse segmento pule dos US$ 200 bilhões, registrados em 2009, para US$ 340 bilhões em 2014 --um aumento de 70%.

Quinze países emergentes --China, Índia, Indonésia, África do Sul, Nigéria, Egito, Turquia, Israel, Arábia Saudita, Brasil, México, Argentina, Rússia, Polônia e Ucrânia-- responderão por 36% desse mercado dentro de quatro anos, afirmou a consultoria.

"Comparadas com o mundo desenvolvido, há desafios econômicos, sociais, demográficos e culturais muito diferentes nos mercados emergentes. Em alguns países, os serviços 3G ainda não estão disponíveis ou se limitam às grandes cidades", disse o analista da consultoria, Shailendra Pandey.

Por isso, afirma o relatório, os provedores de serviços nos países emergentes têm se revelado "mais inovadores e proativos" no mundo em desenvolvimento que nas economias avançadas.

"Em particular, operadores estão apostando em serviços de utilidade, incluindo pagamentos via telefonia móvel, transferência de fundos e serviços de informação agrícola --sendo a razão para isso que estes serviços têm um grande impacto direto na vida cotidiana da população local e contribuem para o desenvolvimento social e econômico da população nesses mercados."

Como exemplos, o relatório cita o serviço M-PESA, da queniana Safaricom, que permite ao usuário pagar despesas e transferir recursos entre contas, o serviço de informação rural da China Mobile e o Please Call Me, da sul-africana MTN, que envia uma mensagem para outro celular pedindo que retorne a ligação.

Outro setor destacado no relatório é o de navegação em redes sociais e serviços de bate-papo em tempo real. Um dos exemplos citados é o Fetion, da China Mobile, que tem mais de 100 milhões de usuários registrados.

"Com a grande saturação de mercado e as perspectivas limitadas de crescimento nos mercados nos países desenvolvidos, os mercados emergentes com grande potencial de crescimento estão se tornando o principal foco das grandes empresas, incluindo operadores, fabricantes de aparelhos e provedores de infraestrutura, assim como de plataformas de serviços de valor agregado em telefonia e tecnologia."

Fonte: Folha Online TEC

sábado, 17 de julho de 2010

Apple expõe defeitos de outros e atribui falha do iPhone 4 à indústria

A Apple admitiu o problema de antena do iPhone 4, mas atribuiu a falha à "indústria", dizendo que o aparelho é o melhor produto já desenvolvido pela companhia, o "melhor smartphone do mundo".

A companhia batizou o caso da antena de "Antenagate", e expôs os defeitos de sinal de smartphones concorrentes --como o BlackBerry Bold 9700, Samsung Omnia e Droid Eris--, afirmando que todos têm problema semelhante ao do iPhone 4.

"O cerne do problema é: smartphones têm problemas, e nós tornamos fácil a exploração do assunto, mostrando às pessoas para segurar o telefone sem cobrir a antena. Não há 'Antenagate'. Há um desafio para toda a indústria dos smartphones melhorar a sua tecnologia de antena para que não haja pontos fracos", declarou Steve Jobs.

"Desafio toda a indústria do smartphone para melhorar a sua tecnologia de antena para que não haja pontos fracos", disse Jobs.

A Apple abriu a conferência para a imprensa sobre o iPhone 4 de uma maneira inusitada: exibiu um vídeo viral que satiriza o problema da antena no aparelho --e os fãs da marca. A companhia também declarou que já vendeu 3 milhões de aparelhos.

JUSTIFICATIVAS

Foram incessantes as justificativas de Jobs para o problema --assim como as declarações de amor para os usuários.

"Nós vimos isso no YouTube e queríamos compartilhá-lo. Vamos responder às suas perguntas, mas tenho uma apresentação de 15 minutos primeiro", disse Steve Jobs ao entrar no palco.

"Começamos a receber relatos sobre os problemas no sistema da antena, e temos trabalhado sobre isso por somente 22 dias. Somos uma empresa de engenharia, e queremos descobrir o real problema. Temos trabalhado para vir com soluções reais, e queremos compartilhar o que aprendemos", declarou Jobs.

"Não somos perfeitos. O que nós conhecemos, vocês conhecem. E telefones também não são perfeitos", disse, em possível alusão ao fato de que a companhia sabia do defeito no aparelho.

"Mas nós queremos fazer todos os nossos usuários felizes. Se você não conhece nada sobre a Apple, você não sabe nada sobre a Apple. Amamos fazer nossos usuários felizes."

Fonte: Folha.com TEC